O Grupo Zabriskie disponibiliza abaixo itens sobre a peça para download:
O Marinheiro é um poema dramático de Fernando Pessoa para três atrizes. A história se passa num velório durante o qual três veladoras, diante da inevitabilidade da morte, transitam entre os universos do real e do sonho, do belo e do falso, do passado e do presente. O texto é de 1913 e tem características essencialmente simbolistas. A montagem do Grupo Zabriskie procurou mergulhar no simbolismo construindo um diálogo com o surrealismo e colocando as suas inquietações diante do mundo em que vivemos.
Por que “O Marinheiro” ?
O desafio de dizer a poesia de Fernando Pessoa
No princípio do processo de montagem de “ O Marinheiro” tínhamos dois elementos sólidos com que lidar: o texto poético e a nossa poesia corpórea. Ambos deveriam, sem sombras de dúvida, caminhar juntos.
Ao aprofundarmos o nosso estudo de texto, com a orientação da Dra. Albertina Vicentini, percebemos um conflito entre os dois elementos.
Basta dizer que, por sua natureza, o texto poético não exige ilustração exterior a si próprio, às vezes é até auto-suficiente. Tudo o que a cena e a encenação possam inventar para se encarregar dele parecerá supérfluo e até perturbador do espaço mental do público.
Ficamos assustados!
O que tínhamos para acrescentar poderia parecer agitação demais ou gesticulação excessiva para um texto que já diz tudo.
Tivemos que redirecionar nossas energias para trabalharmos com o texto e não a serviço dele, ou concorrendo com ele, e assim tomar posse e permitir ao público compartilhar nossas idéias sem contudo distanciá-lo da poesia.
Apesar da sua auto-suficiência o texto nos convidou ao desafio de encontrar a sua corporalidade, a sua humanidade e transportá-lo do segredo do papel para a cena teatral, expondo toda a sua poeticidade como performance cênica.
Ficha técnica:
Elenco: Ana Cristina Evangelista, Ciça Ribeiro, Natasha Witkowski
Direção colaborativa: Alexandre Augusto e Ana Cristina Evangelista
Texto: Fernando Pessoa
Estudo de texto: Albertina Vicentini
Cenografia: Edith Lotufo
Fotografias: Paulo Rezende
Preparação Vocal: Maria Angélica Pantarotto
Sonoplastia: Eduardo Castro
Programação visual: Pepperoni studio design
Produção: Grupo Zabriskie
Apoio : Lei de Incentivo à Cultura
Agradecimentos:
Simplyfix
Ely G. dos S. Evangelista
Marcus Fidelis F. Castro
Cláudio de Oliveira
Roberta Rox
Sandra Santiago
Thiago Moura
Cleodon Neto
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Vivemos tempos difíceis. Fala-se em uma nova Idade Média: pessoas vivendo em cidadelas muradas, andando em carros blindados, sendo assaltadas nas estradas, vitimadas por epidemias desconhecidas...
O medo se instala, o isolamento, a solidão.
É preciso resistir. Buscamos em Boccaccio e no seu Decameron a fonte para a celebração da humanidade, da vida, do amor em um momento de adversidade extrema. Se a peste traz a morte, ela também libera homens e mulheres de suas amarras – já não há lei nem ordem a reprimir as paixões mais intensas e inconfessáveis. A hipocrisia perde seu lugar.
O teatro assume o clima de desordem de uma taberna medieval. Em meio à platéia seres grotescos circulam e celebram a sobrevivência. A vida flui de onde menos se espera.
Sobre o Decameron
Em 1348 sobreveio a peste em Florença. Milhares de pessoas morreram, outras fugiram para lugares mais seguros. Boccaccio começou a elaborar nessa época sua obra-prima, o Decameron. Imaginou um grupo de moças e rapazes que, ao tentar afastar-se dos perigos da epidemia, buscam refúgio em uma propriedade agrícola perto de Florença. E ali, durante dez dias, contam histórias de amor.
O conjunto desses relatos, em número de cem, foi intitulado pelo autor Decameron, que significa, em grego, dez dias. No prólogo, ele explica que inventara as histórias para proporcionar consolo e distração às pessoas infelizes no amor, sobretudo às mulheres, cujas imposições sociais reprimiam seus sentimentos amorosos, ao contrário daquilo que acontecia com os homens.
Ficha Técnica:
Elenco:
Roberta Rox
Natasha Witkowski
Alexandre Augusto
Ana Cristina Evangelista
Atores especialmente convidados:
Thiago Moura e Sandra Santiago do Grupo Bastet e Lua Barreto do Clube da Folia.
Direção: Ana Cristina Evangelista
Preparação vocal e criação musical: Maria Angélica Pantarotto
Fotografia: Paulo Rezende
Técnica: de sonoplastia e iluminação: Ciça Ribeiro
Produção: Grupo Zabriskie.
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Em um não lugar / qualquer lugar
Em qualquer tempo
Mulher/ não-mãe
Mulher/ não-filha
Mulher/ não-esposa
Mulher/ não-amante
Mulher/ ser
Como é ser?
Mulher?
Laura, Clarissa e Rita.
Mulheres.
Laura/ Adélia
Clarissa/ Florbela
Rita/ Hilda
Prisão/ desejo
Inércia/ liberdade.
Esse espetáculo busca construir uma ponte com o que há de feminino no público que almejamos. Nesse universo exploramos os nossos conflitos, as nossas prisões, as nossas delicadezas, o nosso lado filha, o nosso lado mãe, o nosso lado companheira, enfim, mulher.
As notícias de jornais, casos clínicos, memórias de família, histórias de mulheres reais serviram de ponto de partida para construirmos três personagens: Clarissa, Laura e Rita, que apresentam no seu passado momentos de fortes rupturas.
Suas histórias não são contadas linearmente no espetáculo e sim reveladas de forma lírica no compartilhamento com a platéia. Este lirismo foi construído com a ajuda da literatura escolhida para dar consistência poética às personagens.
Nos inspiramos nas obras de Florbela Espanca, Adélia Prado e Hilda Hilst, com as quais as três personagens se identificaram, para constituir uma dramaturgia criada coletivamente, dando voz a Clarissa, Laura e Rita.
As três estão presas – uma prisão subjetiva – num momento de corte traumático de suas vidas. Elas representam qualquer mulher, de qualquer tempo, em qualquer lugar. Na relação com as outras mulheres procuram se encontrar e se libertar.
Ficha Técnica:
Elenco: Ana Cristina Evangelista, Ciça Ribeiro e Natasha Witkowski
Direção colaborativa: Alexandre Augusto e Ana Cristina Evangelista
Preparação Vocal – Maria Angélica Pantarotto
Cenário: Edith Lotufo
Fotos: Paulo Rezende
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Juca Mole e Ana Banana não se contentam com uma mala e arrumaram um baú. De dentro do baú eles tiram paredes, mesa, cadeira, lua, nuvem... enfim tudo que precisam para viverem a encantadora história do Rato que queria se casar. Os dois cantam ao vivo a trilha sonora de Paulo Tatit, que inspirou este espetáculo.
Quem fará o personagem principal? Juca Mole, é claro! Mas Ana Banana não deixará por menos: se multiplicará em diversas personagens para chamar atenção pra si e ajudar Juca Mole. De empregada do rato chega a ser lua francesa nesta história em que Juca Mole e Ana Banana mostram as aventuras e desventuras amorosas de um rato galanteador. Ele tenta se casar com a Lua, com a Nuvem, com a Brisa... e só leva fora. No final com quem será que ele se casa?
Ficha Técnica:
Criação e Atuação: Alexandre Augusto e Ana Cristina Evangelista
No violão: Rodolfo Geléia
Musicas: Paulo Tatit e Sandra Peres
Fotos: Rubens Cerqueira
Produção: Grupo Zabriskie
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Lá vêm Juca Mole e Ana Banana com mais uma história na mala. É claro: Juca mole dá instruções a Ana Banana de como carregar a mala sozinha sem danificá – la e com mais eficiência. Ana Banana cansada do trabalho pesado, que sempre sobra pra ela, resolve ir bater papo com a platéia. Mas você sabe né?
“Quem cochicha o rabo espicha”.
E de dentro da mala saem Honório (o marido), Chiquinha (a esposa) e Valdemar Bezerra (o apresentador), que vivem a incrível, a fantástica, a chocante historia do homem que bota ovos.
Juca Mole e Ana Banana fazem uma palhaçada para provar como Chiquinha é uma fofoqueira de marca maior. Em meio a intrigas de casal, juras de amor e grandes decepções, como é que tudo acabará? Aguarde e verá!
Ficha Técnica:
Criação e Atuação: Alexandre Augusto e Ana Cristina Evangelista
Fotos: Eduardo Castro
Produção: Grupo Zabriskie
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Um baú com muitos brinquedos: boneca, avião, jegue, chouriços e feitiços – é o que Juca Mole e Ana Banana usam para brincar de castelo, princesa e rainha.
Não sei se sentiram falta de algo, mas devo alertá-los que nessa brincadeira não tem rei, não. É que Ana Banana se cansou de sempre seguir ordens de Juca Mole e resolveu inverter a situação: ela será a rainha que é mãe de uma princesinha que quer a lua e Juca mole será um mero súdito que deverá ajudá-la a consegui-lo.
Já pode-se prever a confusão que Juca Mole vai aprontar. Menos acostumado a obedecer do que a mandar, acaba por sugerir mirabolantes meios de conseguir a lua, que vão desde métodos científicos até feitiços e bruxarias. Todos deixam a Rainha em péssimos lençóis.
Enfim, com a ajuda da platéia, a lua surge toda enluarada, açucarada, adocicada, espetada...ops?... Num palito.
Ficha Técnica:
Criação e Atuação: Alexandre Augusto e Ana Cristina Evangelista
No violão: Rodolfo Geléia
Trilha sonora original: Jorge Beat e Ana Cristina Evangelista
Fotos: Paulo Rezende
Produção: Grupo Zabriskie
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Este espetáculo busca um resgate do tempo de infância dos clowns Juca Mole e Ana Banana por meio de suas coleções.
Numa certa manhã eles recebem o público em sua casa e em meio às suas tarefas e arrumações se encontram com suas caixas de coleções de certezas, dúvidas, lembranças, cheiros, brinquedos e medos.
A abertura das caixas os transporta para um passado que se transforma em presente – aqui e agora – na relação dos dois e deles com a platéia.
Em cada caixa há um segredo que ao ser revelado suscita delicadas emoções e provoca ações lúdicas.
Ao final, numa grande viagem imaginária, eles descobrem que nem todos os segredos podem ser compartilhados. “Há coisas que são muito queridas e que não devem ser divididas” e que fazem parte de uma coleção muito particular: Segredos.
Ficha Técnica:
Texto, figurino e direção: Ana Cristina Evangelista e Alexandre Augusto
Cenário: Edith Lotufo
Fotos: Paulo Rezende
Sonoplastia: Romildo Villa Verde
Produção: Grupo Zabriskie
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A criação deste espetáculo foi inspirada em um conto indígena do folclore brasileiro.
Juca Mole está no comando de uma palhaçada que mostra como os bichos da floresta conseguem comer a fruta que dá força, alegria, saúde e vida longa.
Ana Banana, muito confusa, segue as instruções de Juca Mole para se transformar em uma abelha... não, em uma zebra... ah sim, em um macaco. Enquanto isso, Juca Mole vira uma tartaruga muito lenta, mas muito inteligente. Com elementos cênicos simples que saem de dentro de uma mala, os dois, macaco/palhaça e palhaço/tartaruga, enfrentam a onça para aprenderem o nome da fruta que “dá numa arvore alta, muito alta, com uma copa gigantesca, repleta de galhos e de folhas e carregadinha de frutos”.
A platéia se empenha, para ajudar Juca Mole e Ana Banana, nas adivinhações e trava línguas que os dois propõem, numa atmosfera que se transforma em pura brincadeira. E advinha quem consegue falar “fruta – pé, preto – pá, prata – pó, pá – pó – pé”? Assista e verá.
Ficha Técnica:
Criação e Atuação: Alexandre Augusto e Ana Cristina Evangelista
Fotos: Eduardo Castro
Produção: Grupo Zabriskie
Rua 148, nº 248, Setor Marista (atrás do Clube dos Oficiais), Goiânia - Goiás, CEP 74170-110. Tel.: 62. 3093 5542 | contato@zabriskie.com.br